RESUMO DO CAPÍTULO 1 , O COMPROMISSO DO PROFISSIONAL COM A SOCIEDADE, DO LIVRO EDUCAÇÃO E MUDANÇA DE PAULO FREIRE.
No
primeiro capítulo do livro, ao qual o autor dar título de "O compromisso
do Profissional com a Sociedade" é feita uma análise, e uma apresentação
das ideias e concepções "freiriana" a respeito de homem, compromisso,
e compromisso do profissional.
Para Paulo Freire, somente o homem, quando capaz de em sua reflexão-ação poder
"distanciar-se" de sua realidade para com ela ficar capaz de
observá-la para, objetivando-a, transformá-la e, transformando, ver-se
transformado pela sua própria criação; o homem que é e está sendo no tempo, é
em seu tempo um ser histórico, somente este pode comprometer-se.
Fica evidente na exposição das ideias feita pelo autor, referente ao
compromisso, a capacidade de exclusividade do compromisso, cujo mesmo atribui
essa capacidade à humanidade. Ele condiciona a existência do compromisso
verdadeiro, ao engajamento do homem com a realidade. Define compromisso
verdadeiro, como aquele ligado à solidariedade, no entanto, não significa
compromisso em dar bens materiais, mas em estar companheiro de pessoas,
determinadas pela sociedade como objetos de manobras (coisas).
Neste primeiro capítulo, são identificados por Freire, na relação do homem
profissional e sociedade três tipos de homem: o autenticamente comprometido
(solidário, está ao lado dos "precisados"); o falsamente comprometido
(solidário até o ponto onde é beneficiado) e o impedido de se comprometer
verdadeiramente. Define compromisso profissional como uma dívida do homem para
com a sociedade, assumida à medida que se fez profissional. Logo após, coloca a
necessidade do constante aperfeiçoamento do profissional, ao mesmo tempo faz
uma crítica ao tecnicismo, afirmando a necessidade da superação do
especialíssimo e afirmando a exigência do profissional em ser o senhor das
técnicas e não escravo delas.
A obra aqui resenhada expõe de forma singular a alienação, advinda das
importações de ideias e técnicas alheias à realidade, como ameaça ao
compromisso verdadeiro. Exprime se na existência de tais importações as mesmas
devem ser adaptadas à realidade local. E menciona a criatividade como meio de
superação na hora da efetivação das mudanças.
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