domingo, 4 de setembro de 2016


RESUMO DO CAPÍTULO 1 , O COMPROMISSO DO PROFISSIONAL COM A SOCIEDADE, DO LIVRO EDUCAÇÃO E MUDANÇA DE PAULO FREIRE.





No primeiro capítulo do livro, ao qual o autor dar título de "O compromisso do Profissional com a Sociedade" é feita uma análise, e uma apresentação das ideias e concepções "freiriana" a respeito de homem, compromisso, e compromisso do profissional.
Para Paulo Freire, somente o homem, quando capaz de em sua reflexão-ação poder "distanciar-se" de sua realidade para com ela ficar capaz de observá-la para, objetivando-a, transformá-la e, transformando, ver-se transformado pela sua própria criação; o homem que é e está sendo no tempo, é em seu tempo um ser histórico, somente este pode comprometer-se.
Fica evidente na exposição das ideias feita pelo autor, referente ao compromisso, a capacidade de exclusividade do compromisso, cujo mesmo atribui essa capacidade à humanidade. Ele condiciona a existência do compromisso verdadeiro, ao engajamento do homem com a realidade. Define compromisso verdadeiro, como aquele ligado à solidariedade, no entanto, não significa compromisso em dar bens materiais, mas em estar companheiro de pessoas, determinadas pela sociedade como objetos de manobras (coisas).
Neste primeiro capítulo, são identificados por Freire, na relação do homem profissional e sociedade três tipos de homem: o autenticamente comprometido (solidário, está ao lado dos "precisados"); o falsamente comprometido (solidário até o ponto onde é beneficiado) e o impedido de se comprometer verdadeiramente. Define compromisso profissional como uma dívida do homem para com a sociedade, assumida à medida que se fez profissional. Logo após, coloca a necessidade do constante aperfeiçoamento do profissional, ao mesmo tempo faz uma crítica ao tecnicismo, afirmando a necessidade da superação do especialíssimo e afirmando a exigência do profissional em ser o senhor das técnicas e não escravo delas.
A obra aqui resenhada expõe de forma singular a alienação, advinda das importações de ideias e técnicas alheias à realidade, como ameaça ao compromisso verdadeiro. Exprime se na existência de tais importações as mesmas devem ser adaptadas à realidade local. E menciona a criatividade como meio de superação na hora da efetivação das mudanças.


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